Porque os Relógios têm Rubis? 17 rubis, 21 rubis, 23 rubis... para que servem?
Os relógios automáticos devem ter rubis porque existe frição entre as várias peças de metal, como no balanço por exemplo. Ora se o metal fricionasse com metal o resultado seria uma desgaste destas peças. É por isso importante que o contato seja feito entre peças mais fortes que o metal.
Para evitar este desgaste das peças existem 3 elementos na natureza mais resistentes que o metal: Diamantes, Safiras e Rubis. O elevado custo dos diamantes coloca-os fora do leque das possibilidades de escolha como componentes dos relógios. Os rubis apresentam duas vantagens grandes em relação às safiras: são quase tão duras como o diamante e são facilmente produzidos sinteticamente.
Estas pedras são produzidas a partir de uma mistura de óxido de alumínio e óxido de cromo, submetidos a uma temperatura de 2.000 graus centígrados. As pedras resultantes deste processo são depois polidas nas formas desejadas.
O facto de um relógio poder ter 17, 21 ou até 23 rubis nada quer dizer quanto à sua durabilidade resistência. De facto a escolha de 17, 21 ou 23 rubis tem apenas que ver com a conceção do relógio, digamos assim o seu projeto e desenho.
Em resumo:
No caso dos relógios quartzo não há necessidade de prevenir o contato entre as várias peças que compõem os relógios e por isso não há necessidade de fazer uso de rubis.
Podemos concluir que não é de todo verdade que um relógio de 31 rubis tenha mais valor do que um relógio de 17 rubis. O número de rubis é ditado pelo desenho do relógio e a necessidade de prevenção de pontos de contato entre os seus componentes, evitando e anulando a frição.
O preço de fabricação de rubis é um processo barato e por isso não influencia grandemente o custo do relógio.